Como a companhia de pets auxilia na rotina e saúde de idosos
Companhia animal estimula idosos a uma vida mais ativa e conectada, mas requer compromisso e preparo do tutor.
Fernando Machado, 83, e seu cachorro, Brown, na praia do Ribeirão da Ilha, em Florianópolis (SC) (Anderson Coelho/Folhapress)
A convivência com animais de estimação tem se mostrado um fator determinante para promover um envelhecimento mais ativo, estimulando tanto o bem-estar emocional quanto a manutenção de vínculos sociais.
Após a morte súbita de sua esposa, com quem compartilhou três décadas de vida, o escritor Fernando Machado, de 83 anos, encontrou no cachorro Brown um suporte essencial para superar o desorientamento inicial. O animal, adotado pelo casal oito anos antes, tornou-se o pilar central para a readaptação do idoso à rotina solitária.
A presença do pet incentivou mudanças significativas no cotidiano de Machado. O escritor passou a realizar caminhadas frequentes e retomou atividades que antes estavam em segundo plano, como aulas de canto, piano e exercícios físicos realizados no ambiente doméstico. Esse processo de superação e a nova dinâmica com o animal serviram de inspiração para a obra literária O Velho e o Cão, escrita sob o ponto de vista do próprio cachorro.
A experiência de Machado ilustra estudos que associam a interação com animais a um envelhecimento mais saudável, sugerindo benefícios como a redução do isolamento e a possibilidade de um declínio cognitivo mais lento. No entanto, especialistas reforçam que a adoção de um animal exige uma análise criteriosa das condições físicas e financeiras do tutor, garantindo que a responsabilidade do cuidado seja sustentável a longo prazo.
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