Cólera aviária causou morte de centenas de pinguins na Antártida
Bactéria causa cólera aviária e explica morte em massa de pinguins na Antártida, descartando gripe aviária como principal fator.
(Reprodução/NPR Health)
Investigação científica conduzida nas Ilhas Danger revela que infecção bacteriana foi a causa real da mortalidade em massa, descartando a gripe aviária como principal fator.
Em março de 2024, uma expedição liderada pelo veterinário Ralph Vanstreels encontrou mais de 537 carcaças de pinguins-de-adélia em uma única rampa de acesso na região. A estimativa total de óbitos, incluindo outras espécies de aves, alcançou a marca de milhares de animais.
A suspeita inicial dos pesquisadores recaía sobre o vírus da gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1), que gerava grande preocupação durante o verão austral de 2023/2024. Embora traços do vírus tenham sido detectados em algumas amostras, a concentração era insuficiente para explicar a magnitude da mortalidade observada.
Análises laboratoriais detalhadas, publicadas em outubro de 2026 no periódico Proceedings of the Royal Society B, confirmaram a presença da bactéria Pasteurella multocida em 46 das 49 amostras coletadas. O patógeno é o responsável pela cólera aviária, uma doença que, embora não ofereça riscos significativos a seres humanos, é altamente letal para aves, especialmente em climas frios.
O estudo reforça a importância de incluir a cólera aviária nos diagnósticos diferenciais durante futuros eventos de mortalidade na Antártida. A equipe de pesquisa destaca a necessidade de monitoramento contínuo das infecções nas mega-colônias de pinguins da região para compreender melhor a dinâmica dessas doenças.
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