A luta de uma aposentada contra o avanço do Alzheimer
Paciente com Alzheimer busca no novo fármaco aprovado pela Anvisa uma chance de frear a progressão da doença.
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Aos 72 anos, Edna Barbosa busca no medicamento donanemabe, aprovado pela Anvisa, uma forma de retardar a progressão da doença que lhe foi diagnosticada no final de 2022.
Os primeiros sinais de alerta surgiram quando Edna passou a esquecer tarefas cotidianas, como a localização de utensílios domésticos, e chegou a deixar as chaves de casa do lado de fora da porta em duas ocasiões distintas. Antes de iniciar o novo tratamento em junho de 2026, a aposentada utilizava a donepezila, medicamento fornecido pelo SUS voltado apenas para o controle de sintomas.
O acesso ao novo fármaco, produzido pela Eli Lilly, envolve um esforço logístico e financeiro significativo. O casal, que reside em Marília, no interior de São Paulo, viaja cerca de 200 quilômetros até Londrina, no Paraná, para que Edna receba as aplicações mensais. O custo do tratamento é de R$ 24 mil por mês.
Vidson Barbosa, marido de Edna, relata o impacto emocional do diagnóstico e reforça o compromisso do casal em buscar alternativas para enfrentar a condição. A paciente, por sua vez, resume sua expectativa diante do novo protocolo médico: Só não quero retroceder.
Apesar da esperança depositada na terapia, a eficácia do donanemabe permanece sob análise. Uma revisão de estudos citada pela Folha aponta a ausência de efeitos clinicamente significativos dessa nova classe de medicamentos, mantendo o debate sobre o real benefício do tratamento para os pacientes.