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SUS prepara incorporação de PrEP injetável contra o HIV

Nova opção injetável de prevenção ao HIV chega ao SUS para grupos vulneráveis e com barreiras de acesso.

The Health Brief 17 Sep 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou a inclusão do cabotegravir de longa duração no sistema público de saúde. O medicamento, administrado via injeção a cada dois meses, tem como objetivo principal atender pessoas em situação de maior vulnerabilidade ao HIV que enfrentam dificuldades para manter o regime diário da PrEP oral.

Desde 2017, o SUS disponibiliza a profilaxia pré-exposição por via oral, beneficiando mais de 350 mil pessoas. A nova alternativa injetável não visa substituir o método atual, mas ampliar as opções de prevenção para grupos com barreiras sociais ou de acesso aos serviços de saúde. O cronograma de implementação e os critérios definitivos de priorização ainda estão sob análise do Ministério da Saúde.

Em paralelo, um acordo firmado entre a farmacêutica Gilead Sciences e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) abriu caminho para o acesso ao lenacapavir, uma injeção aplicada duas vezes ao ano, em 14 países da América Latina e Caribe, incluindo o Brasil. Embora o fármaco já conte com autorização da Anvisa desde janeiro de 2026 para uso em adultos e adolescentes acima de 12 anos, o governo brasileiro ainda avalia a adesão à iniciativa da Opas.

Sobre a estratégia de inovação no SUS, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a tecnologia deve ser acompanhada pelo acesso efetivo para garantir resultados práticos. O diretor da Opas, Jarbas Barbosa, reforçou que a eficácia dessas novas ferramentas depende diretamente da capacidade de alcançar as populações com maior risco de infecção.

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