Proteínas em fósseis revelam elo entre Homo erectus e denisovanos
Proteínas de dentes de 400 mil anos indicam cruzamento do Homo erectus com denisovanos, alterando visão sobre evolução humana.
Ancient proteins from 400,000-year-old teeth reveal that Homo erectus may have left a hidden genetic legacy in modern humans, rewriting our evolutionary family tree (Shutterstock)
Uma análise de proteínas extraídas de dentes com 400 mil anos sugere que o Homo erectus, espécie antes considerada um beco sem saída evolutivo, pode ter cruzado com denisovanos, deixando vestígios genéticos em populações humanas modernas.
Por meio de uma técnica de micro-extração ácida, pesquisadores conseguiram analisar as proteínas do esmalte dentário sem danificar os fósseis, superando a dificuldade histórica de obter material genético de espécimes tão antigos.
Uma delas é inédita e possivelmente exclusiva do Homo erectus do Leste Asiático.
A hipótese central é que o material genético do Homo erectus tenha sido incorporado aos denisovanos e, posteriormente, transmitido a grupos humanos modernos, como populações nas Filipinas e em Papua-Nova Guiné. Esse mecanismo explicaria como traços de uma espécie ancestral chegaram aos dias atuais.
No entanto, a equipe de Qiaomei Fu ressalta que são necessárias mais amostras de DNA e novos achados fósseis para compreender a diversidade interna do Homo erectus e sua relação exata com outros grupos humanos.
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