O movimento de jovens que buscam reduzir o uso de telas
Jovens buscam estratégias para reduzir o tempo em frente às telas e retomar o controle da rotina.
Trabalhadora cansada mexendo no celular (Adobe Stock)
Diante da dificuldade de desconexão, uma parcela da geração mais jovem tem adotado estratégias para limitar o tempo gasto em smartphones e redes sociais, buscando retomar o controle sobre a rotina diária.
A jornalista Giovana Ventura, de 29 anos, exemplifica o desafio enfrentado por muitos profissionais que dependem do ambiente digital. Embora precise acessar plataformas para o trabalho, ela relata que o uso recreativo frequentemente se sobrepõe às tarefas produtivas. Quando percebo, já estou há 20 minutos vendo stories ou vídeos no reels, e daí me dou conta e falo que precisava fazer algo para o trabalho, afirma.
Para mitigar esse comportamento, a jornalista passou a implementar medidas práticas, como a desativação de notificações, o silenciamento de grupos de mensagens e o estabelecimento de períodos específicos de afastamento total do aparelho.
Apesar da popularidade do termo detox digital, especialistas alertam que a expressão não possui validade clínica. O psiquiatra Gabriel Okuda, do Einstein Hospital Israelita, esclarece que o conceito não é um diagnóstico nem um termo médico reconhecido oficialmente.
O debate sobre o uso de telas ganha relevância em um cenário onde o consumo excessivo de tecnologia é alvo de estudos sobre saúde mental. No entanto, é importante notar que o uso problemático de dispositivos eletrônicos não consta como transtorno mental no DSM-5-TR, manual da Associação Americana de Psiquiatria, nem na CID-11, classificação da Organização Mundial da Saúde.
Assine o The Health Brief
Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.
- Notícias dos seus temas
- Terminal no celular
- Aviso de notícia nova
- Temas personalizados
- Terminal Web completo
- Análises profissionais