Neurodivergência e transtornos alimentares: a relação complexa
Rigidez e impulsividade, traços comuns em neurodivergentes, intensificam desafios em transtornos alimentares.
Estudo clínico de 2020 indica que 20% a 35% das mulheres com anorexia nervosa atendem aos critérios diagnósticos para o TEA ou apresentam traços autistas elevados (Catarina Pignato)
A sobreposição de sintomas entre condições neurodivergentes e distúrbios alimentares exige atenção clínica redobrada devido à complexidade dos comportamentos envolvidos.
Indivíduos com TDAH e TEA frequentemente apresentam padrões de alimentação marcados por uma seletividade rigorosa, que vai além da preferência pessoal. A aversão a texturas, cores, temperaturas, sabores e odores específicos é um traço comum que pode levar a um cardápio extremamente restrito e repetitivo.
Essa rigidez cognitiva, frequentemente associada ao espectro autista, dificulta a flexibilidade necessária para a introdução de novos alimentos. Paralelamente, a impulsividade característica do TDAH pode desregular os sinais de saciedade e o controle sobre o consumo, criando um cenário de difícil manejo nutricional e comportamental.
Além das questões sensoriais e cognitivas, as dificuldades de interação social frequentemente presentes nessas condições podem agravar o isolamento durante as refeições, tornando o momento de comer um desafio adicional para o paciente.
A compreensão desses fatores é essencial para que estratégias terapêuticas sejam desenhadas de forma específica, considerando que a base do comportamento alimentar nesses casos está intrinsecamente ligada à neurobiologia do indivíduo.
Assine o The Health Brief
Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.
- Notícias dos seus temas
- Terminal no celular
- Aviso de notícia nova
- Temas personalizados
- Terminal Web completo
- Análises profissionais