Legista esclarece causas das mortes de bebês por sarampo
Legista esclarece causas de mortes de bebês em meio a surto de sarampo na Pensilvânia, com um óbito confirmado pelo vírus.
Foto: Reprodução
O médico legista do Condado de Lancaster, Dr. Stephen Diamantoni, divulgou detalhes sobre o falecimento de dois bebês ocorridos em agosto de 2026, que haviam sido classificados pelo estado como associados ao sarampo.
O caso de Ivan Miller, falecido em 14 de agosto logo após o nascimento, teve como causa da morte uma laceração no baço. Embora o sarampo tenha sido listado no atestado de óbito como condição contribuinte, o legista esclareceu que o vírus não foi o responsável pelo óbito.
Já no caso de Mary Stoltzfus, que morreu em 18 de agosto com seis semanas de vida, o Dr. Diamantoni confirmou que o sarampo foi a causa direta da morte. A bebê possuía uma condição genética rara, a microcefalia letal Amish, que a tornava vulnerável a infecções respiratórias.
O surto de sarampo na Pensilvânia já contabiliza 624 casos em 37 condados neste ano. Nenhum dos bebês possuía idade para receber a vacina, cuja primeira dose é recomendada apenas a partir de um ano de idade.
A classificação inicial das mortes como associadas ao sarampo, feita pelo estado em 25 de agosto, gerou controvérsia política. O governador Josh Shapiro atribuiu os óbitos à falta de vacinação, enquanto o secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., criticou a politização do surto.
As conclusões do legista foram encaminhadas ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A agência federal informou que aguarda revisões para atualizar seus registros nacionais e trabalha no desenvolvimento de uma nova definição de caso padronizada para mortes por sarampo.