Bariátrica supera canetas emagrecedoras em casos de obesidade
Medicamentos populares para emagrecimento enfrentam limitações de custo e sustentabilidade, abrindo espaço para a cirurgia bariátrica como alternativa
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Apesar da popularidade dos medicamentos à base de semaglutida, a cirurgia bariátrica permanece como uma alternativa mais eficaz e sustentável para pacientes com obesidade grave, conforme aponta a experiência de quem buscou diferentes caminhos para o controle do peso.
Vitória Masiero, biomédica de 23 anos, exemplifica os desafios do tratamento medicamentoso. Com um histórico de 140 kg, ela utilizou a caneta emagrecedora por oito meses no ano passado, período no qual obteve uma redução de 20 kg. No entanto, o custo mensal de R$ 800 tornou o tratamento financeiramente insustentável a longo prazo.
Ao interromper o uso da medicação por falta de condições financeiras, a paciente enfrentou o reganho de peso. Segundo ela, a tentativa de evitar o procedimento cirúrgico não se mostrou viável para o seu quadro clínico, levando-a a buscar a intervenção definitiva.
O processo de preparação para a cirurgia bariátrica teve início em março de 2026, com a realização do procedimento em agosto do mesmo ano. Para Vitória, a decisão foi a melhor de sua vida, destacando que a necessidade de suplementação vitamínica vitalícia pós-cirurgia é um compromisso comparável ao uso contínuo da semaglutida que ela teria de manter caso não tivesse operado.
O cenário reflete uma mudança de comportamento observada em 2025, quando houve uma queda no número de cirurgias bariátricas em planos de saúde, enquanto o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou recordes de procedimentos, consolidando a cirurgia como um recurso essencial para o tratamento da obesidade grave.