Laudo aponta falha em diagnóstico de professora no Rio
Exame aponta falha no atendimento médico como causa da morte de jovem professora no Rio de Janeiro.
Foto: Reprodução
Exame do Instituto Médico Legal confirma que Giulia Silva de Araújo, de 26 anos, faleceu devido a um tamponamento cardíaco causado por ruptura de aneurisma da aorta ascendente.
A professora de história buscou atendimento no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá, zona norte do Rio de Janeiro, por duas vezes na sexta-feira, 28 de agosto de 2026. No primeiro atendimento, às 8h32, a paciente apresentava dor no peito e fadiga. Embora o prontuário indique a solicitação de um eletrocardiograma, não há registro de que o procedimento tenha sido efetivamente realizado antes da alta, concedida às 9h22.
Giulia retornou à unidade de saúde às 11h14, com queixa de falta de ar. Segundo a família, os sintomas foram atribuídos pela equipe médica a um quadro de ansiedade. Após a realização de radiografia, hemograma e um novo eletrocardiograma, a paciente foi liberada às 13h19, com a informação de que os exames não apresentavam alterações significativas.
Horas após a segunda alta, a jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória e faleceu. A família, representada pelo advogado Luan Machado, aponta negligência no atendimento prestado. A irmã da vítima, Fabiana Marques, relatou que Giulia apresentava agonia intensa e dificuldade respiratória severa durante o período em que buscou socorro.
O laudo de necropsia, concluído em 2 de setembro, classificou a morte como decorrente de evolução de estado mórbido. A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou investigação para apurar as circunstâncias do caso. Em nota, a direção do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles afirmou que forneceu os prontuários aos familiares e que os dados técnicos serão encaminhados aos órgãos competentes para análise.