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Laudo aponta falha em diagnóstico de professora no Rio

Exame aponta falha no atendimento médico como causa da morte de jovem professora no Rio de Janeiro.

The Health Brief 05 Sep 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Exame do Instituto Médico Legal confirma que Giulia Silva de Araújo, de 26 anos, faleceu devido a um tamponamento cardíaco causado por ruptura de aneurisma da aorta ascendente.

A professora de história buscou atendimento no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá, zona norte do Rio de Janeiro, por duas vezes na sexta-feira, 28 de agosto de 2026. No primeiro atendimento, às 8h32, a paciente apresentava dor no peito e fadiga. Embora o prontuário indique a solicitação de um eletrocardiograma, não há registro de que o procedimento tenha sido efetivamente realizado antes da alta, concedida às 9h22.

Giulia retornou à unidade de saúde às 11h14, com queixa de falta de ar. Segundo a família, os sintomas foram atribuídos pela equipe médica a um quadro de ansiedade. Após a realização de radiografia, hemograma e um novo eletrocardiograma, a paciente foi liberada às 13h19, com a informação de que os exames não apresentavam alterações significativas.

Horas após a segunda alta, a jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória e faleceu. A família, representada pelo advogado Luan Machado, aponta negligência no atendimento prestado. A irmã da vítima, Fabiana Marques, relatou que Giulia apresentava agonia intensa e dificuldade respiratória severa durante o período em que buscou socorro.

O laudo de necropsia, concluído em 2 de setembro, classificou a morte como decorrente de evolução de estado mórbido. A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou investigação para apurar as circunstâncias do caso. Em nota, a direção do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles afirmou que forneceu os prontuários aos familiares e que os dados técnicos serão encaminhados aos órgãos competentes para análise.

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