A necessidade de discutir o suicídio além do mês de setembro
Conscientização sobre saúde mental e prevenção ao suicídio exigem atenção constante, além de campanhas pontuais.
Foto: Reprodução
Artigo publicado na coluna Vida de Alcoólatra, da Folha de S.Paulo, defende que a conscientização sobre a saúde mental deve ser contínua e não limitada a calendários específicos.
A autora Alice S. utilizou sua própria trajetória para ilustrar a importância do tema. Em relato publicado no dia 4 de setembro de 2026, ela afirmou ter enfrentado tentativas de suicídio, destacando que o silêncio sobre o sofrimento não é capaz de atenuar a dor emocional.
Segundo a colunista, a urgência de abordar o assunto transcende o Setembro Amarelo, período em que a prevenção ao suicídio ganha maior visibilidade. Para ela, a atenção ao próximo deve ser uma prática constante, exigindo um interesse genuíno sobre o bem-estar alheio durante todo o ano.
Ao compartilhar sua experiência, Alice S. ressaltou que a superação é um processo gradual. A autora enfatizou que, embora tenha enfrentado momentos críticos, o tempo permitiu que a tempestade passasse, consolidando a percepção de que sensações de desespero não são permanentes.
O texto reforça que falar abertamente sobre o tema, sem buscar atenção ou validação, é uma forma de lidar com o sofrimento e promover a compreensão sobre a complexidade da saúde mental.