Hospitais dos EUA encerram cuidados de afirmação de gênero
Grandes redes de saúde cedem a acordos milionários e suspendem tratamentos para menores nos EUA.
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Acordos firmados com o Departamento de Justiça impõem multas milionárias e o fim de procedimentos para menores em grandes redes de saúde sob pressão da administração Trump.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou, em 18 de setembro de 2026, a resolução de casos envolvendo dois dos maiores sistemas de saúde do país: o NYU Langone Hospitals e o University of Pittsburgh Medical Center. As instituições concordaram em interromper a oferta de bloqueadores de puberdade, hormônios cruzados e cirurgias voltadas a pacientes menores de idade.
Como parte dos termos estabelecidos, o NYU Langone Hospitals pagará US$ 8,5 milhões, enquanto o UPMC desembolsará US$ 950 mil. O Procurador-Geral Todd Blanche afirmou que as resoluções visam responsabilizar hospitais por práticas que o governo federal classifica como indevidas, alegando que o faturamento por esses procedimentos configura fraude.
A ofensiva da administração Trump tem gerado um efeito cascata no sistema hospitalar norte-americano. Diversas instituições, incluindo o Mount Sinai Health System, o Texas Children's Hospital, a Cleveland Clinic Foundation e o Connecticut Children's Hospital, também firmaram acordos similares para evitar investigações federais e o risco de perda de verbas provenientes de programas como Medicare e Medicaid.
O cenário de restrições tende a se intensificar com as novas propostas do Secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., que busca limitar o acesso a esses cuidados em nível nacional. Embora o governo federal utilize ordens executivas e ameaças de cortes de financiamento para restringir o atendimento, a expectativa é de que as novas regras enfrentem desafios judiciais nos próximos meses.