Gigantes farmacêuticas são acusadas de pagamentos ilícitos na Rússia
Gigantes farmacêuticas sob suspeita de pagamentos a intermediários russos para garantir acesso a medicamentos.
An anthropomorphized red and blue pill illustrated in the style of the famous american gothic painting (Alex Hogan/STAT)
Documentos de delatores enviados a reguladores financeiros dos Estados Unidos apontam que quatro grandes empresas do setor farmacêutico teriam realizado pagamentos milionários a intermediários russos entre 2020 e 2023.
As denúncias, reportadas pelo International Consortium of Investigative Journalists e repercutidas pelo STAT News, envolvem a Merck, Eli Lilly, Novartis e AstraZeneca. Segundo os relatos, as companhias teriam transferido dezenas de milhões de dólares em bônus considerados excessivos para facilitar o fornecimento de medicamentos essenciais a órgãos do governo russo.
A empresa russa R-Pharm foi nominalmente citada nos documentos como uma das intermediárias que receberam os valores. O esquema, de acordo com os delatores, teria contribuído para a manutenção de preços elevados e restringido o acesso de pacientes a tratamentos críticos, incluindo terapias para doenças graves como o câncer.
O caso ganha relevância por ter ocorrido mesmo sob o escrutínio de autoridades sobre a conduta desses intermediários, que já enfrentavam suspeitas de manipulação de licitações e práticas anticompetitivas. Até o momento, não foram divulgadas declarações oficiais das empresas citadas ou dos órgãos reguladores sobre as acusações contidas nos documentos.
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