Estudo reverte envelhecimento hepático e reduz proteína do Alzheimer

Fármaco experimental rejuvenesce células hepáticas e reduz pela metade proteína ligada ao Alzheimer em estudo com animais.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Scientists have discovered that rejuvenating the liver in aging rats dramatically lowers an Alzheimer’s-linked protein and bad cholesterol, opening a surprising new path toward fighting two major age-related diseases (Shutterstock)

Scientists have discovered that rejuvenating the liver in aging rats dramatically lowers an Alzheimer’s-linked protein and bad cholesterol, opening a surprising new path toward fighting two major age-related diseases (Shutterstock)

Pesquisadores da Keck School of Medicine, da University of Southern California (USC), identificaram que um medicamento experimental pode rejuvenescer células do fígado, resultando na redução de proteínas ligadas ao Alzheimer e na melhora dos níveis de colesterol em modelos animais.

O estudo, publicado no Journal of Biological Chemistry, demonstrou que o fármaco cinaciguat foi capaz de reverter sinais de envelhecimento em células endoteliais sinusoidais hepáticas de ratos idosos. Essas células funcionam como um filtro biológico que, com o passar dos anos, perde a capacidade de processar substâncias devido ao fechamento de seus poros.

Após duas semanas de tratamento, os resultados indicaram uma queda de 50% nos níveis de amiloide beta no sangue, proteína associada ao desenvolvimento da doença de Alzheimer, atingindo patamares observados em animais jovens. Além disso, o medicamento promoveu a redução do colesterol LDL, também conhecido como colesterol ruim, para níveis equivalentes aos de indivíduos mais novos.

A equipe de pesquisa, liderada pela autora correspondente Laurie DeLeve e pelo primeiro autor Sam de Leve, observou que o tratamento reativou um sistema de comunicação celular inédito, responsável pela remoção de substâncias nocivas da corrente sanguínea. A abordagem foca no fígado como uma via estratégica para combater doenças sistêmicas, evitando a necessidade de atravessar a barreira hematoencefálica.

Apesar dos resultados promissores, os cientistas ressaltam que a pesquisa está em estágio inicial. Segundo Laurie DeLeve, são necessários novos estudos translacionais para avaliar se as descobertas podem ser traduzidas em terapias eficazes para humanos, considerando que o envelhecimento e o dano hepático são fatores de risco reconhecidos para o Alzheimer e a aterosclerose.

App NotJournal em breve

Assine o The Health Brief

Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.

Em breve
App NotJournal
Notícias e Terminal no celular
Conta grátis
  • Notícias dos seus temas
  • Terminal no celular
  • Aviso de notícia nova
Criar minha conta
Plano Completo
Terminal Web Premium
R$299,90 /mês
  • Temas personalizados
  • Terminal Web completo
  • Análises profissionais
Começar agora

Compartilhar