Fóssil de primata no Egito desafia teorias sobre evolução humana
Fóssil egípcio de 17 milhões de anos desafia a ideia de que a África Oriental foi o único berço da evolução dos primatas.
Reconstruction of Masripithecus moghraensis by Mauricio Antón. Credit: Professor Hesham Sallam (Reprodução/ScienceDaily - Strange & Offbeat)
A descoberta de um primata de 17 a 18 milhões de anos em Wadi Moghra, no Egito, sugere que o Norte da África pode ter sido um centro crucial para o desenvolvimento dos ancestrais de símios e humanos.
O fóssil, classificado como Masripithecus moghraensis, data do período do Mioceno Inferior e representa o primeiro registro definitivo de um primata dessa era encontrado na região norte do continente africano. A pesquisa foi conduzida por uma equipe internacional vinculada ao Mansoura University Vertebrate Paleontology Center, do Egito, e à University of Southern California, nos Estados Unidos.
O achado, detalhado em estudo publicado na revista Science em março de 2026, coloca em xeque a hipótese científica predominante de que a África Oriental teria sido o berço exclusivo da evolução dos símios modernos. Os dados indicam que esses primatas já apresentavam características distintas no Norte da África antes de se dispersarem para a Eurásia.
A presença do Masripithecus na região estabelece uma conexão inédita nos registros fósseis, sugerindo que o Norte da África e o Oriente Médio desempenharam um papel fundamental na diversificação evolutiva desses animais, servindo como ponto de partida para a expansão territorial em direção à Europa e Ásia.
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