Falhas no diagnóstico médico colocam vidas de mulheres em risco
Subnotificação de queixas femininas leva a diagnósticos tardios e mortes evitáveis.
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A minimização de sintomas físicos em pacientes do sexo feminino tem gerado atrasos críticos em diagnósticos, resultando em desfechos fatais que poderiam ser evitados com uma avaliação clínica mais rigorosa.
Um caso emblemático, reportado pela newsletter Todas da Folha de S.Paulo em 10 de setembro de 2026, ilustra a gravidade do problema: uma professora de 26 anos faleceu devido a um tamponamento cardíaco. A paciente havia buscado atendimento médico anteriormente, mas foi liberada sob a justificativa de que seus sintomas eram decorrentes de um quadro de ansiedade.
O episódio reforça uma preocupação recorrente entre especialistas sobre a disparidade no atendimento médico. Gláucia Moraes, diretora de Saúde da Mulher na Sociedade Brasileira de Cardiologia, tem alertado para o baixo nível de conhecimento, tanto por parte das pacientes quanto dos profissionais de saúde, acerca das especificidades das doenças que afetam o público feminino.
A tendência de atribuir queixas físicas a causas psicológicas, como o transtorno de ansiedade, retarda a identificação de patologias graves. A análise destaca que a falta de reconhecimento dos sintomas reais em mulheres é um obstáculo persistente na prática médica atual, exigindo maior atenção para evitar erros de diagnóstico com consequências irreversíveis.