Ex-executivo da Madrigal acusa empresa de ocultar riscos do Rezdiffra
Ex-executivo alega que empresa ocultou dados sobre efeitos colaterais graves do medicamento Rezdiffra.
Madrigal’s display at last year’s annual meeting of the American Association for the Study of Liver Diseases. Katherine MacPhail / STAT (Reprodução/STAT News)
Michael Charlton, ex-vice-presidente sênior e chefe de desenvolvimento clínico da Madrigal Pharmaceuticals, protocolou uma ação judicial federal contra a companhia sob a alegação de encobrimento de problemas de segurança associados ao medicamento Rezdiffra.
O processo, aberto em 9 de outubro de 2026 no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte de Illinois, aponta que a liderança da empresa teria censurado dados sobre lesões hepáticas graves, manipulado informações apresentadas em conferências médicas e comprometido a integridade de ensaios clínicos. Charlton, que ingressou na empresa em outubro de 2024, também alega ter sofrido retaliação após tentar alertar internamente sobre os riscos e a falha em reconhecer casos de descompensação hepática em estudos.
A existência do litígio foi revelada publicamente no relatório de resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026 da Madrigal. O Rezdiffra, aprovado pelo FDA em março de 2024, é o primeiro tratamento indicado para a esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH) e atingiu a marca de US$ 1 bilhão em vendas acumuladas neste ano.
Em resposta às acusações, a Madrigal Pharmaceuticals negou as irregularidades. Em comunicado oficial, um porta-voz da empresa afirmou que o Rezdiffra tem melhorado a vida de milhares de pacientes com MASH e reforçou que a companhia mantém seu posicionamento em defesa da segurança e eficácia do produto, declarando que pretende se defender vigorosamente no processo.
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