Estudo liga adoçantes a alterações em bactérias intestinais

Adoçantes alteram bactérias intestinais, com efeitos mais intensos em combinação com medicamentos, aponta estudo.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Common sweeteners may have a hidden downside, with Cambridge scientists discovering that some can disrupt beneficial gut bacteria, especially when combined with certain medications. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Strange & Offbeat)

Common sweeteners may have a hidden downside, with Cambridge scientists discovering that some can disrupt beneficial gut bacteria, especially when combined with certain medications. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Strange & Offbeat)

Pesquisadores da Universidade de Cambridge identificaram que adoçantes podem interferir no microbioma intestinal, especialmente quando combinados com medicamentos, revelando interações complexas que impactam a diversidade microbiana.

O estudo, publicado na revista Molecular Systems Biology, submeteu 39 tipos de adoçantes, entre naturais e artificiais, a testes in vitro contra 25 espécies de bactérias presentes no sistema digestivo humano. Os resultados mostraram que 75% dos compostos testados foram capazes de alterar o crescimento de pelo menos uma espécie bacteriana.

Ao todo, a equipe registrou mais de 100 interações onde o comportamento dos adoçantes mudou drasticamente ao serem misturados com outros elementos, como cafeína, aromatizantes ou fármacos. O caso de maior destaque envolveu o isosteviol, derivado da estévia, em conjunto com o antidepressivo duloxetina. Essa combinação específica suprimiu o crescimento de duas espécies de bactérias essenciais para a regulação da glicose, a resposta imunológica e a saúde digestiva.

Apesar dos achados, os cientistas ressaltam que a pesquisa foi realizada inteiramente em ambiente laboratorial. Portanto, ainda não há evidências científicas que comprovem que esses efeitos ocorram da mesma maneira dentro do organismo humano.

O tema ganha relevância devido à presença massiva de adoçantes em cerca de 75% dos produtos ultraprocessados consumidos atualmente. A equipe de Cambridge enfatiza que novos estudos são necessários para determinar se essas alterações bacterianas observadas em laboratório possuem implicações reais para a saúde pública.

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