Cessar o tabagismo reduz risco de demência, aponta pesquisa
Abandono do cigarro reduz em 16% o risco de desenvolver demência, aponta pesquisa com mais de 32 mil pessoas.
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Abandonar o cigarro traz benefícios que vão além da saúde cardiovascular e respiratória, alcançando também a proteção das funções cognitivas a longo prazo. Um estudo recente sugere que a interrupção do hábito pode ser um fator determinante para diminuir a incidência de quadros de demência em adultos.
A investigação acompanhou mais de 32 mil pessoas nos Estados Unidos ao longo de 25 anos. Os resultados indicaram que ex-fumantes apresentam um risco 16% menor de desenvolver demência quando comparados aos indivíduos que mantiveram o consumo de tabaco durante o período analisado.
O levantamento aponta que a proteção cognitiva é progressiva. O risco de declínio mental diminui conforme o tempo de abstinência aumenta, atingindo níveis equivalentes aos de quem nunca fumou após cerca de sete anos longe do cigarro.
Um ponto relevante observado pelos pesquisadores diz respeito ao controle de peso pós-cessação. Os benefícios para o cérebro foram mais expressivos entre aqueles que não ganharam peso excessivo após parar de fumar. Participantes que aumentaram mais de 10 kg nos dois anos seguintes à interrupção não apresentaram a mesma redução significativa no risco.
O tabagismo é reconhecido como um dos fatores de risco modificáveis para a demência, ao lado de condições como hipertensão, diabetes e sedentarismo. O cigarro contribui para lesões vasculares e favorece o estresse oxidativo, processos que prejudicam os mecanismos naturais de neuroproteção do organismo.
Por se tratar de um estudo observacional, os autores ressaltam que não é possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito. Ainda assim, especialistas consideram os dados robustos para reforçar a importância das políticas de saúde pública voltadas ao combate ao tabagismo.