Estudo indica que objetificação sexual é um hábito aprendido
Estudo aponta que cérebro não nasce programado para objetificar mulheres, mas aprende a fazê-lo, abrindo caminho para mudanças.
Manequins de langerie em loja em Juruaia (MG), polo de roupa íntima do país (Joel Silva/Folhapress)
Pesquisa publicada na revista Social Neuroscience sugere que a forma como o cérebro processa imagens sexualizadas de mulheres não é um comportamento inato, mas uma resposta condicionada que pode ser alterada.
Os resultados demonstraram que as pessoas tendem a memorizar menos imagens sexualizadas de mulheres em comparação com as de homens.
A psicologia define a objetificação como o ato de enxergar um indivíduo como um conjunto de partes do corpo, em vez de uma pessoa completa. Esse fenômeno é evidenciado por testes de percepção que mostram como o cérebro humano processa imagens de mulheres sexualizadas de maneira semelhante a objetos inanimados.
O estudo reforça que a tendência de memória observada é uma peculiaridade associada à forma como o cérebro categoriza esses estímulos, tratando-os como objetos e não como seres humanos integrais.
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