Estudo de grande escala questiona riscos de alimentos ultraprocessados

Ampla pesquisa com 460 mil pessoas não encontra ligação direta entre ultraprocessados e câncer colorretal.

The Health Brief • • 2 min de leitura
A massive study challenges conventional wisdom about ultra-processed foods, finding that some are linked to lower colorectal cancer risk while others are linked to higher risk. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

A massive study challenges conventional wisdom about ultra-processed foods, finding that some are linked to lower colorectal cancer risk while others are linked to higher risk. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Pesquisa publicada na revista PLOS Medicine indica que o consumo de alimentos ultraprocessados, de forma global, não apresenta associação direta com o aumento da incidência de câncer colorretal. O levantamento acompanhou mais de 460 mil participantes por quase duas décadas.

O estudo, liderado por Erikka Loftfield, do National Cancer Institute, analisou dados de 461.682 pessoas que participaram do NIH-AARP Diet and Health Study entre 1995 e 1996. Com um acompanhamento mediano de 18,8 anos, os pesquisadores buscaram entender a relação entre o nível de processamento dos alimentos e o surgimento da doença.

A análise revelou que o risco não é uniforme para todos os itens classificados como ultraprocessados. Enquanto o consumo de carnes processadas foi vinculado a uma maior incidência de câncer, outros produtos da mesma categoria, como grãos integrais, fibras e laticínios, mostraram uma associação com um menor risco de desenvolvimento da enfermidade.

Segundo a médica Megan Delisle, a categoria de ultraprocessados é ampla e engloba produtos com perfis nutricionais distintos, o que explica a variação nos resultados. O estudo observou que a substituição de 10% da dieta baseada em ultraprocessados por alimentos minimamente processados resultou em uma redução de 2% na incidência de câncer colorretal.

Apesar dos achados, os autores do estudo recomendam cautela ao generalizar os resultados, visto que a amostra foi composta majoritariamente por americanos brancos com idades entre 50 e 71 anos. A equipe ressalta a importância de avaliar a composição nutricional específica de cada alimento em vez de focar apenas no grau de processamento industrial.

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