Estudo clínico da Sellas sobre leucemia enfrenta previsão de falha
Estudo de imunoterapia da Sellas, atrasado e sob escrutínio, aponta para provável fracasso em pacientes com leucemia mieloide aguda.
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A análise do colunista Adam Feuerstein, publicada pelo STAT News em 17 de setembro de 2026, aponta para o provável fracasso do estudo de Fase 3 REGAL, conduzido pela Sellas Life Sciences Group.
O estudo avalia a eficácia da imunoterapia experimental galinpepimut-S (GPS) em pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA) que se encontram em segunda remissão. O cronograma da pesquisa, que é orientado pela ocorrência de 80 eventos de óbito, sofreu um atraso de quase um ano, gerando questionamentos sobre o desempenho do tratamento.
O CEO da Sellas, Dr. Angelos Stergiou, defende que o prolongamento do estudo pode indicar um efeito positivo do fármaco, sugerindo que o tempo adicional aumentaria a probabilidade de sucesso. A empresa estabeleceu como meta para o êxito do REGAL uma sobrevida global mediana de 12,6 meses para o grupo tratado com GPS, em comparação aos 8 meses observados no braço de controle.
A demora na divulgação dos resultados após o atingimento do marco de 80 eventos tem atraído o escrutínio de firmas de advocacia, como a Pomerantz LLP. Atualmente, a empresa aguarda a conclusão do travamento do banco de dados, a revisão cega e a análise estatística para proceder com o descegamento dos resultados.
Embora a Sellas também desenvolva o ativo SLS009, com resultados de Fase 2 positivos em outros estudos, o foco atual permanece na resolução do estudo REGAL. Até o momento, não há uma data oficial confirmada para a divulgação dos dados finais de eficácia sobre a imunoterapia GPS.