Estudo associa exercício físico à proteção cognitiva no Parkinson
Atividade física regular desacelera declínio motor e cognitivo em pacientes com Parkinson, segundo estudo.
A new study suggests that staying physically active may help people with Parkinson’s disease preserve their memory and movement abilities for years longer. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)
Pesquisa publicada na revista Neurology indica que pacientes com a doença que mantêm rotinas ativas apresentam um declínio mais lento em funções motoras e cognitivas ao longo de sete anos.
O estudo, conduzido pela Universidade de Cincinnati, acompanhou 294 adultos com idades médias de 66 anos e quadros de Parkinson em estágios leve a moderado. Os resultados apontam que a prática regular de atividades físicas está ligada à preservação da memória, do raciocínio e da capacidade de movimento.
Um dos achados mais expressivos da análise revelou que indivíduos que realizaram mais de oito horas de exercícios semanais não apresentaram, em média, declínio cognitivo significativo durante o período de observação. O autor do trabalho, Dong-Woo Ryu, destaca que a atividade física pode oferecer benefícios duplos, atuando tanto na desaceleração dos sintomas motores quanto na manutenção das funções cognitivas.
Embora os dados sugiram uma associação positiva entre o estilo de vida ativo e a progressão da doença, os pesquisadores ressaltam que o estudo não estabelece uma relação direta de causa e efeito. O Parkinson é um distúrbio cerebral progressivo que afeta a independência do paciente, e a descoberta amplia o entendimento sobre como o comportamento físico pode influenciar a trajetória da condição clínica.
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