Estudo aponta disparidade na sobrevida de pacientes com linfoma
Diferenças no acesso e qualidade do tratamento impactam diretamente as chances de cura de pacientes com linfoma em São Paulo.
Grande quantidade de células sanguíneas vermelhas e outras estruturas celulares (Argus/Adobe Stock)
Pesquisa realizada com dados do Registro Hospitalar de Câncer do Estado de São Paulo revela que pacientes tratados na rede privada apresentam taxas de sobrevida superiores às observadas no Sistema Único de Saúde.
O levantamento, divulgado pelo Jornal da Unesp, analisou o histórico de 2.396 pacientes diagnosticados com linfoma difuso de grandes células B entre 2015 e 2020. Do total da amostra, 2.055 indivíduos foram atendidos pelo SUS, enquanto 341 utilizaram a rede privada de saúde.
Os resultados indicam que a sobrevida global após cinco anos do diagnóstico é de 51,7% entre os pacientes do SUS, em comparação com 64,7% registrados no setor privado. A análise buscou compreender se a padronização do tratamento, baseada no protocolo de quimioimunoterapia R-CHOP, garantia desfechos clínicos equivalentes para ambos os grupos.
Embora o esquema terapêutico seja, em teoria, o mesmo para todos os pacientes, os dados da Fundação Oncocentro demonstram que a fonte de financiamento do atendimento está associada a resultados distintos. O estudo considerou variáveis como o nível de escolaridade e o tempo decorrido até o início do tratamento para investigar as causas da desigualdade observada.
A pesquisa reforça a necessidade de avaliar fatores adicionais que impactam o prognóstico de pacientes com esse tipo agressivo de câncer linfático, indo além da aplicação do protocolo médico padrão.
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