Como retomar laços afetivos após brigas por causa de eleições
Especialistas indicam estratégias para restaurar laços afetivos abalados pela polarização política.
Mão segurando chave com chaveiro em formato de camiseta amarela, próxima a outras chaves penduradas em ganchos na parede, incluindo uma com chaveiro de estrela vermelha (Catarina Pignato)
Especialistas apontam caminhos para superar desgastes em relacionamentos causados pela polarização política após o fim do pleito de 2026.
O encerramento das eleições presidenciais em outubro trouxe à tona a necessidade de muitos brasileiros reavaliarem vínculos afetivos que foram abalados por divergências ideológicas. A busca pela reconciliação com amigos, familiares ou parceiros exige, antes de tudo, uma análise sobre a disposição mútua para o diálogo.
Segundo Marília Gabriela Leme, psicóloga especialista em terapia de família e de casal e presidente da Associação Paulista de Terapia Familiar (APTF), a reconstrução de pontes não ocorre de forma automática. A profissional ressalta que o avanço na comunicação depende do interesse genuíno de ambos os lados envolvidos no conflito.
Um ponto central destacado pela especialista é que o perdão não deve ser encarado como uma obrigação. O processo de reaproximação é individual e deve respeitar o tempo e os limites de cada pessoa, sendo fundamental que o respeito prevaleça sobre a necessidade de convencer o outro a mudar de opinião.
Para evitar novos atritos em um cenário de convivência restabelecida, a recomendação é o estabelecimento de limites claros. Definir que certos temas políticos não serão pauta das conversas pode ser uma estratégia eficaz para preservar a harmonia e focar nos pontos de convergência que mantêm a relação viva.
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