Cientistas usam ultrassom para tratar câncer cerebral agressivo

Ultrassom e nanotecnologia abrem caminho para nova terapia contra tumor cerebral agressivo.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Scientists have developed a groundbreaking experimental brain cancer treatment that crosses the brain's protective barrier, attacks multiple cancer-driving genes, and extends survival in animal studies. Credit… (Reprodução/ScienceDaily - Genes)

Scientists have developed a groundbreaking experimental brain cancer treatment that crosses the brain's protective barrier, attacks multiple cancer-driving genes, and extends survival in animal studies. Credit… (Reprodução/ScienceDaily - Genes)

Pesquisadores da Universidade da Virgínia desenvolveram uma técnica experimental que combina ultrassom focado e nanotecnologia para combater o glioblastoma, um dos tumores cerebrais mais letais em adultos.

O estudo, publicado no Journal of Clinical Investigation em 30 de junho de 2026, apresenta um método inovador para transpor a barreira hematoencefálica, estrutura que protege o cérebro, mas impede a entrada da maioria dos tratamentos convencionais. A estratégia utiliza ultrassom focado guiado por ressonância magnética em conjunto com microbolhas e nanopartículas para transportar moléculas genéticas conhecidas como microRNAs diretamente ao tumor.

Diferente das terapias atuais, que geralmente focam em um único alvo molecular, os microRNAs possuem a capacidade de suprimir múltiplos genes causadores do câncer simultaneamente. Essa característica é fundamental para enfrentar o glioblastoma, uma doença marcada pela infiltração de células tumorais em tecidos saudáveis, o que torna a remoção cirúrgica completa frequentemente impossível.

Roger Abounader, líder da pesquisa e diretor associado de Ciência Básica no UVA Comprehensive Cancer Center, destacou o potencial da abordagem. Segundo o especialista, o método permite atingir diversas moléculas que promovem o crescimento tumoral, inclusive aquelas para as quais ainda não existem medicamentos disponíveis, visando resultados terapêuticos superiores.

Em testes pré-clínicos realizados com modelos animais, a técnica demonstrou eficácia ao reduzir o crescimento do tumor e aumentar a sobrevida. Apesar dos resultados promissores, o tratamento permanece em fase experimental. A equipe da Universidade da Virgínia trabalha agora para traduzir essas descobertas em futuros ensaios clínicos voltados a pacientes com glioblastoma e outros tipos de tumores cerebrais.

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