Calor extremo do El Niño agrava doenças neurológicas
Fenômeno climático eleva riscos de agravamento de sintomas e novas crises em pacientes com doenças neurológicas.
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O avanço do fenômeno climático, que deve atingir um estágio de intensidade superior nas próximas semanas, impõe riscos severos à saúde de pacientes com condições crônicas do sistema nervoso.
Especialistas alertam que as temperaturas elevadas funcionam como uma sobrecarga cardiovascular, dificultando a adaptação do organismo. O problema é particularmente crítico para indivíduos que já apresentam comprometimento no controle da pressão arterial.
No caso da doença de Parkinson, o neurologista Maurício Hoshino, do Hospital Santa Catarina – Paulista, explica que o corpo perde a capacidade de realizar microajustes automáticos. Isso resulta em quedas bruscas de pressão, episódios de tontura e desmaios frequentes durante os períodos de calor intenso.
O impacto do clima também é observado em outras patologias. Pacientes com esclerose múltipla podem enfrentar o reaparecimento de sintomas previamente controlados, enquanto quadros de demência apresentam prejuízos cognitivos acentuados. O calor ainda eleva a probabilidade de ocorrência de acidentes vasculares cerebrais, crises epilépticas e estados de confusão mental.
A vulnerabilidade é maior entre a população idosa, que muitas vezes possui dificuldade em comunicar o mal-estar ou solicitar a hidratação necessária. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, a NOAA, monitora o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que sustenta a previsão de um super El Niño para o mês de setembro.