Exames de sangue para Alzheimer chegam ao Brasil via rede privada
Novos exames de sangue para Alzheimer chegam ao Brasil, mas acesso restrito e alto custo limitam aplicação.
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Testes capazes de identificar biomarcadores da doença de Alzheimer já estão disponíveis no país, com valores que variam entre R$ 1.800 e R$ 5.000. Atualmente, o acesso a essa tecnologia é restrito ao setor privado, sem cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por planos de saúde.
A Anvisa já regularizou cerca de 30 produtos voltados para a detecção de biomarcadores associados à enfermidade. Entre as instituições que oferecem o serviço estão o Grupo Fleury, com o teste PrecivityAD2, e laboratórios parceiros do DB Diagnósticos, presentes em unidades como as Santas Casas de Fernandópolis, Itápolis e Meridiano.
O funcionamento do exame baseia-se na análise de proteínas no plasma, como a p-tau217 e a beta-amiloide, que indicam a presença de placas amiloides no cérebro. Segundo o neurocientista Eduardo Zimmer, da UFRGS, o método atua como uma ferramenta de apoio para tornar o diagnóstico clínico mais preciso.
A recomendação médica é que o teste seja realizado apenas em pacientes que já apresentam sinais de comprometimento cognitivo ou suspeita da doença. O exame não é indicado para o rastreamento em pessoas assintomáticas, servindo como um complemento à avaliação clínica tradicional, que historicamente depende de testes cognitivos e exames invasivos como a coleta de líquor.
Para ampliar o acesso à tecnologia na rede pública, tramita no Senado o Projeto de Lei 3.148/2026, apresentado em agosto. A proposta busca incluir os exames de sangue no protocolo de rastreio do SUS, sob o argumento de que o diagnóstico precoce não deve ser um privilégio financeiro.