Notícias 24h no WhatsApp

Assine o The Health Brief

Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.

Plano Básico
WhatsApp + Terminal básico
R$19,90 /mês
WhatsApp 24 Horas
Notícias por temas
Terminal Web básico
Começar Agora
Plano Completo
WhatsApp + Terminal Premium
R$299,90 /mês
Tudo do Básico
Terminal Web completo
Análises profissionais
Começar Agora

Exames de sangue para Alzheimer chegam ao Brasil via rede privada

Novos exames de sangue para Alzheimer chegam ao Brasil, mas acesso restrito e alto custo limitam aplicação.

The Health Brief 05 Sep 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Testes capazes de identificar biomarcadores da doença de Alzheimer já estão disponíveis no país, com valores que variam entre R$ 1.800 e R$ 5.000. Atualmente, o acesso a essa tecnologia é restrito ao setor privado, sem cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por planos de saúde.

A Anvisa já regularizou cerca de 30 produtos voltados para a detecção de biomarcadores associados à enfermidade. Entre as instituições que oferecem o serviço estão o Grupo Fleury, com o teste PrecivityAD2, e laboratórios parceiros do DB Diagnósticos, presentes em unidades como as Santas Casas de Fernandópolis, Itápolis e Meridiano.

O funcionamento do exame baseia-se na análise de proteínas no plasma, como a p-tau217 e a beta-amiloide, que indicam a presença de placas amiloides no cérebro. Segundo o neurocientista Eduardo Zimmer, da UFRGS, o método atua como uma ferramenta de apoio para tornar o diagnóstico clínico mais preciso.

A recomendação médica é que o teste seja realizado apenas em pacientes que já apresentam sinais de comprometimento cognitivo ou suspeita da doença. O exame não é indicado para o rastreamento em pessoas assintomáticas, servindo como um complemento à avaliação clínica tradicional, que historicamente depende de testes cognitivos e exames invasivos como a coleta de líquor.

Para ampliar o acesso à tecnologia na rede pública, tramita no Senado o Projeto de Lei 3.148/2026, apresentado em agosto. A proposta busca incluir os exames de sangue no protocolo de rastreio do SUS, sob o argumento de que o diagnóstico precoce não deve ser um privilégio financeiro.

Compartilhar