Astrônomos detectam trio de buracos negros em galáxia remota

Descoberta inédita no universo primordial revela três buracos negros supermassivos ativos em galáxia distante.

The Health Brief • • 2 min de leitura
An AI-generated visualization of a distant galaxy, containing, besides dust, gas, and young stars, three massive, active black holes (black spheres, not to scale) with bright accretion disks. Other… (Reprodução/ScienceDaily - Strange & Offbeat)

An AI-generated visualization of a distant galaxy, containing, besides dust, gas, and young stars, three massive, active black holes (black spheres, not to scale) with bright accretion disks. Other… (Reprodução/ScienceDaily - Strange & Offbeat)

Uma equipe internacional de pesquisadores identificou três buracos negros supermassivos ativos coexistindo na galáxia J0148-4214, situada a mais de 12,5 bilhões de anos-luz da Terra. A descoberta, realizada com o auxílio do Telescópio Espacial James Webb, oferece uma visão inédita sobre a dinâmica do universo primordial, cerca de 1,2 bilhão de anos após o Big Bang.

O estudo, liderado pelo Max Planck Institute for Extraterrestrial Physics, revelou uma configuração peculiar. Dois dos buracos negros estão localizados próximos ao centro da galáxia, separados por uma distância projetada de 620 anos-luz, enquanto o terceiro encontra-se a cerca de 5.500 anos-luz de distância. As massas desses objetos foram estimadas em 80 milhões, 2 milhões e 600 mil massas solares, respectivamente.

Um dos pontos de maior interesse científico é o buraco negro de 600 mil massas solares, que apresenta uma taxa de crescimento superior ao limite teórico de Eddington. A detecção foi possível graças ao instrumento NIRSpec do James Webb, que identificou assinaturas espectrais de gás hidrogênio em alta velocidade ao redor dos núcleos.

Hannah Übler, autora principal da pesquisa, destacou que esta é a primeira evidência de três buracos negros ativos em uma única galáxia no universo distante. Segundo a pesquisadora, o achado sugere que processos no início do cosmos eram altamente eficientes em reunir massas, preparando o ambiente para fusões que poderão ser detectadas por futuros observatórios de ondas gravitacionais.

O coautor Giovanni Mazzolari ressaltou que a massa estelar total da galáxia é de aproximadamente 1,3 bilhão de sóis, com os buracos negros representando uma parte significativa desse valor. A previsão dos astrônomos é que os dois buracos negros centrais passem por um processo de fusão dentro de algumas centenas de milhões de anos, exigindo novos estudos com maior resolução para detalhar a cinemática do gás na região.

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