UnitedHealth intensifica lobby enquanto debate sobre lei de saúde
Seguradora doa a democratas enquanto questiona lei que visa coibir cobranças médicas inesperadas e debate custos de arbitragem.
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Executivos da UnitedHealth Group têm direcionado doações de campanha a legisladores democratas em meio a uma crescente pressão política para reformar o No Surprises Act, legislação voltada a coibir cobranças inesperadas de pacientes.
Relatórios indicam que figuras de destaque no Partido Democrata, como Katherine Clark, receberam mais de US$ 100 mil em contribuições vinculadas a pessoas ligadas à seguradora. O movimento ocorre em um momento de tensão sobre a eficácia da lei, que tem sido alvo de críticas por parte da companhia.
O debate sobre a norma ganhou força diante de um aumento de 48% nas disputas de arbitragem no primeiro semestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Entre 2022 e 2025, os pagamentos decorrentes desses processos somaram US$ 22 bilhões.
Timothy Noel, CEO da UnitedHealthcare, e Daniel Kueter, CEO da divisão de empregadores, têm se manifestado publicamente sobre o impacto financeiro da lei. Segundo Kueter, o sistema de arbitragem estaria sendo explorado por provedores de saúde, com decisões que chegam a ser 30 vezes superiores aos valores praticados pelo Medicare.
A UnitedHealth, que participou da formulação inicial da lei, agora defende mudanças estruturais, argumentando que os custos atuais elevam os prêmios de seguro para os consumidores. O Congresso americano segue sob pressão para equilibrar a proteção ao paciente com a sustentabilidade financeira dos planos de saúde.