Terapia hormonal na menopausa reduz risco de perda óssea
Tratamento com estrogênio reduz em 69% risco de osteoporose em mulheres na menopausa, mas exige avaliação médica.
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Estudo apresentado no congresso da Sociedade de Endocrinologia dos Estados Unidos aponta que o tratamento hormonal pode ser um aliado eficaz na preservação da densidade mineral dos ossos durante a transição menopausal.
A pesquisa, divulgada em junho de 2026, revelou que mulheres submetidas à terapia hormonal apresentaram uma redução de 69% na probabilidade de desenvolver baixa densidade mineral óssea, quando comparadas a pacientes que não utilizam o método.
Segundo a ginecologista Helena Hachul, do Hospital Israelita Albert Einstein, o estrogênio desempenha um papel fundamental no equilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea. Com a queda na produção desse hormônio durante a menopausa, a atividade das células responsáveis pela reabsorção aumenta, o que acelera a perda de massa óssea, processo que se torna mais intenso nos primeiros cinco anos após a última menstruação.
Apesar dos benefícios observados, especialistas ressaltam que a terapia hormonal não é indicada para todas as pacientes. O tratamento possui contraindicações específicas, incluindo histórico de câncer de mama, trombose, acidente vascular cerebral, doença hepática ativa ou alto risco cardiovascular, exigindo uma avaliação médica individualizada para determinar o balanço entre riscos e benefícios.
Além da terapia hormonal, a manutenção da saúde óssea depende de um conjunto de hábitos saudáveis. Médicos reforçam que a prática regular de exercícios físicos, especialmente aqueles com carga, como a musculação, aliada a uma ingestão adequada de proteínas, cálcio e níveis controlados de vitamina D, permanece como pilar essencial para a prevenção de perdas ósseas nessa fase da vida.