Setor farmacêutico enfrenta pausas em terapias CAR-T
Terapias CAR-T para doenças autoimunes enfrentam desafios de segurança e reestruturação no setor farmacêutico.
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O mercado farmacêutico registra interrupções em ensaios clínicos de terapias avançadas, com foco em tratamentos para doenças autoimunes e reestruturação de portfólios corporativos.
A Novartis suspendeu oito estudos clínicos do rap-cel em 24 de agosto de 2026, após a confirmação de três óbitos de pacientes. A causa identificada foi a síndrome hemofagocítica associada a células efetoras imunes, uma reação imunológica grave. A empresa declarou que a pausa visa permitir uma análise abrangente dos dados de segurança em todo o programa.
Simultaneamente, a Bristol Myers Squibb optou por pausar voluntariamente o recrutamento para os ensaios do zola-cel. A decisão foi motivada pela observação de eventos inflamatórios descritos como transitórios e reversíveis. A companhia classificou a medida como uma precaução necessária para a revisão detalhada dos dados clínicos associados ao tratamento.
Ambas as empresas buscavam expandir a aplicação das terapias CAR-T, tradicionalmente utilizadas em oncologia, para condições autoimunes como lúpus e esclerose múltipla. Analistas indicam que a pressão por métodos de produção mais céleres pode estar vinculada aos desafios de segurança enfrentados pelos programas.
Em uma movimentação distinta, a Pfizer anunciou em 3 de setembro de 2026 o repasse de um candidato a medicamento conjugado droga-anticorpo para a Medicus Pharma. O ativo, originalmente desenvolvido pela Seagen, faz parte de um processo de reestruturação de portfólio da Pfizer após a aquisição da desenvolvedora.