Saúde mental sob pressão na reta final das eleições de 2026
Polarização e bombardeio de informações nas redes sociais elevam ansiedade e conflitos familiares na reta final da disputa.
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A proximidade do pleito tem gerado um aumento nos quadros de ansiedade e angústia entre os eleitores, segundo reportagem publicada pela seção Equilíbrio da Folha de S.Paulo em 3 de outubro de 2026.
O cenário atual é marcado por uma exposição constante a pesquisas eleitorais, notícias e publicações em redes sociais que chegam diretamente aos dispositivos móveis. Esse fluxo contínuo de informações, aliado ao medo de uma eventual vitória de candidatos adversários, tem transformado o período eleitoral em uma fonte significativa de estresse.
A estratégia de muitas campanhas, que priorizam narrativas de confronto para mobilizar o eleitorado, contribui para a ampliação da sensação de medo e para o acirramento de conflitos no ambiente familiar e entre amigos.
Para mitigar esses impactos, psicólogas recomendam a adoção de estratégias de enfrentamento, como a redução consciente do tempo de exposição às redes sociais e o estabelecimento de limites claros para debates políticos em contextos de convivência pessoal.
O fenômeno não é inédito, uma vez que estudos anteriores, como os realizados pela Associação Americana de Psicologia em 2020, já apontavam que disputas políticas polarizadas funcionam como gatilhos para o desequilíbrio emocional, reforçando a necessidade de cautela no consumo de conteúdos digitais durante a reta final da campanha.