Riscos do ideal de magreza excessiva durante a gestação
Padrões estéticos de magreza na gestação ignoram riscos à saúde da mãe e do bebê.
Foto: Reprodução
A busca por manter um corpo esguio durante a gravidez, fenômeno popularmente chamado de gravidez só na barriga, tem gerado preocupações quanto aos impactos reais para a saúde materna e fetal. A pressão estética, muitas vezes amplificada pelas redes sociais, ignora recomendações médicas sobre o ganho de peso necessário para o desenvolvimento saudável do bebê.
Um exemplo recente da repercussão desse ideal estético envolveu a influenciadora Malu Borges. Durante sua gestação, que culminou no nascimento de sua filha em julho de 2026, a influenciadora foi alvo de comentários de seguidores que exaltavam a ausência de gordura corporal, com frases como: Que barriga linda! Nunca vi uma barriga assim. É literalmente só o bebê ali e nada de gordura.
A associação indevida entre um corpo magro e uma gestação saudável pode levar gestantes a ignorarem a necessidade de um ganho de peso adequado, colocando em risco o bem-estar tanto da mãe quanto da criança.
O fenômeno reflete uma expectativa estética que entra em conflito direto com as diretrizes de saúde pública. A valorização da aparência física em detrimento do ganho de peso gestacional recomendado pelas autoridades médicas pode resultar em complicações, sendo necessário um olhar mais crítico sobre os padrões de beleza impostos durante este período.
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