Resistência ao daraxonrasib desafia tratamento de câncer avançado
Resistência ao novo tratamento contra câncer de pâncreas é desafio esperado por especialistas.
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O ex-senador americano Ben Sasse anunciou, no final de setembro de 2026, que seu câncer de pâncreas em estágio 4 desenvolveu resistência ao medicamento daraxonrasib. O fármaco, aprovado pela FDA em agosto do mesmo ano, vinha sendo utilizado no tratamento do político, diagnosticado com a doença em dezembro de 2025.
O daraxonrasib, classificado como um inibidor de KRAS, obteve reconhecimento médico por sua eficácia em reduzir tumores e dobrar a sobrevida mediana de pacientes com câncer de pâncreas metastático. No caso de Sasse, o tratamento chegou a reduzir a massa tumoral entre 76% e 80% durante o período de resposta inicial.
Entretanto, especialistas alertam que a perda de eficácia é um desfecho esperado após cerca de sete meses de uso. Segundo Andrew Aguirre, especialista do Instituto do Câncer Dana-Farber, a resistência ao medicamento é uma ocorrência comum entre pacientes que utilizam a terapia.
Pesquisas indicam que, em aproximadamente um terço dos casos, o tumor responde ao bloqueio do fármaco aumentando a produção da proteína-alvo, superando a capacidade de inibição do comprimido. Outros mecanismos, incluindo alterações não genéticas, também estão sob investigação científica.
Diante da progressão da doença, Ben Sasse iniciou um protocolo de quimioterapia intensa. Tyler Jacks, diretor do Instituto Koch de Pesquisa Integrativa do Câncer, reforça que o daraxonrasib representa um avanço importante, mas ressalta a necessidade de estudos contínuos sobre a combinação do medicamento com outras terapias para superar essas barreiras biológicas.