Recuperação pós-treino: o que a ciência diz sobre os métodos
Práticas populares de recuperação pós-treino carecem de comprovação científica e podem até prejudicar ganhos musculares.
Foto: Reprodução
Estudo aponta que práticas populares para aliviar dores musculares carecem de evidências sólidas e podem, em alguns casos, prejudicar o ganho de massa muscular a longo prazo.
A busca por uma recuperação rápida após exercícios intensos levou muitos praticantes de atividades físicas a adotar estratégias comuns entre atletas de elite. No entanto, uma análise conduzida por Max Davis, pesquisador da Universidade de Bath, publicada na seção Equilíbrio da Folha de S.Paulo, sugere que nem todas essas técnicas possuem eficácia comprovada.
O uso de banhos de gelo, por exemplo, apresenta resultados contraditórios. Embora o método possa reduzir a inflamação e o desconforto nas primeiras 24 horas, o pesquisador alerta que a prática regular pode suprimir adaptações fisiológicas importantes, comprometendo os benefícios do treino a longo prazo. A recomendação é restringir o uso apenas a situações em que a recuperação imediata seja indispensável.
Sobre o uso de roupas de compressão, o artigo destaca que as evidências científicas são limitadas. Embora muitos usuários relatem uma percepção de melhora, não há comprovação robusta de que o acessório acelere efetivamente a recuperação muscular.
O mesmo ocorre com as massagens. Segundo o estudo, embora o procedimento possa proporcionar uma sensação subjetiva de alívio, as medidas objetivas sobre a função muscular e o desempenho físico permanecem modestas e inconsistentes.
Para quem busca resultados consistentes, a ciência indica que o foco deve ser mantido nos pilares fundamentais: descanso adequado, alimentação equilibrada e sono de qualidade. Essas práticas continuam sendo as estratégias mais eficazes para a recuperação do organismo após o esforço físico.