Primeira edição dos Enhanced Games decepciona em performance
Estreia de evento que prometia recordes com doping farmacológico decepciona em desempenho esportivo, mas atrai investidores.
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A competição idealizada para promover o aprimoramento farmacológico de atletas não atingiu as metas de desempenho esperadas pelos organizadores em sua estreia, realizada em maio de 2026.
O fundador dos Enhanced Games, Aron D'Souza, defendia que o evento permitiria a quebra de recordes mundiais por atletas de diversas faixas etárias, utilizando o uso de substâncias como testosterona e hormônio do crescimento como ferramenta de performance. A proposta visava questionar os limites humanos e o uso de substâncias para melhoria física.
Entretanto, os resultados esportivos ficaram aquém do prometido. Uma análise científica conduzida pelo pesquisador Rafael Azevedo, que será publicada na revista Physiological Reports, avaliou 66 desempenhos em modalidades como atletismo, natação e levantamento de peso. O estudo concluiu que houve apenas um recorde mundial registrado durante todo o evento, o qual foi alcançado com o auxílio de um maiô proibido pelas normas esportivas convencionais.
Apesar do desempenho esportivo abaixo do esperado, a organização dos jogos anunciou ter captado US$ 32 milhões em contratos de patrocínio. Olhando para o futuro, o grupo definiu uma meta ambiciosa para 2027: oferecer um prêmio de US$ 10 milhões para o atleta que conseguir superar o recorde mundial dos 100 metros rasos.