PrEP injetável deve chegar ao SUS em 2026 com oferta restrita
Inovação no combate ao HIV chega ao SUS com acesso inicial restrito a grupos vulneráveis e regiões selecionadas.
Foto: Reprodução
A nova tecnologia de prevenção ao HIV, baseada no fármaco cabotegravir, tem previsão de ser incorporada ao Sistema Único de Saúde ainda neste ano, embora o acesso inicial seja limitado a grupos prioritários e regiões específicas.
O medicamento, conhecido comercialmente como Apretude e produzido pela GSK/ViiV Healthcare, recebeu recomendação preliminar favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS em agosto de 2026. O processo de consulta pública sobre a medida foi encerrado no dia 31 do mesmo mês.
A estratégia do Ministério da Saúde priorizará pessoas em situação de vulnerabilidade social e pacientes que apresentam dificuldades de adesão ao esquema de comprimidos diários da PrEP oral. O governo reforça que a versão injetável não substituirá o método oral, mas funcionará como uma alternativa adicional de prevenção.
Estudos recentes, incluindo uma pesquisa da Fiocruz publicada na revista The Lancet HIV em setembro de 2026, apontam que a aplicação do injetável a cada dois meses, após as doses iniciais, pode elevar a adesão e a proteção contra o vírus. O cabotegravir já possui registro na Anvisa desde 2023.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a implementação busca garantir o acesso à inovação como forma de promover a justiça social. A expectativa é que o tema retorne à pauta da Conitec em outubro para a conclusão do parecer técnico e o avanço das negociações finais para o fornecimento, embora ainda não haja uma data definida para o início da distribuição ou o quantitativo exato de doses disponíveis.