Por que relatos de vítimas de trauma podem mudar com o tempo
Memória e trauma explicam por que relatos de vítimas de agressão sexual podem mudar sem invalidar a verdade.
Foto: Reprodução
Estudo esclarece que alterações em depoimentos de sobreviventes de agressão sexual não significam, necessariamente, que a pessoa esteja mentindo.
Publicado em 8 de outubro de 2026 pela revista The Conversation, o artigo de autoria de Michele Patterson Ford, professora sênior de Psicologia no Dickinson College, analisa como o trauma impacta a memória e a percepção humana.
A pesquisadora destaca que a resposta aguda do cérebro a eventos traumáticos pode impedir que o indivíduo processe e avalie com precisão os detalhes do que vivenciou no momento exato da agressão.
Essa perspectiva psicológica busca desmistificar a ideia de que a inconsistência em relatos seja uma prova de falsidade, um argumento frequentemente utilizado em contextos jurídicos e de apoio para questionar a credibilidade das vítimas.
Ao compreender o funcionamento neurológico diante de situações de violência, torna-se possível abordar de forma mais técnica e humana a análise de depoimentos em investigações e processos de suporte.
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