Poluição do ar eleva risco de Parkinson, aponta estudo
Exposição a poluentes do ar eleva em até 18% a chance de desenvolver Parkinson em indivíduos com predisposição genética.
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Uma revisão sistemática conduzida pela Universidade de Cambridge indica que a exposição prolongada a poluentes atmosféricos está associada a uma maior probabilidade de desenvolvimento da doença de Parkinson.
O estudo, publicado na revista científica Environment International, analisou 42 trabalhos acadêmicos, sendo 26 deles focados especificamente na patologia neurodegenerativa. A investigação concentrou-se nos efeitos do material particulado fino, conhecido como PM2.5, e de partículas maiores, classificadas como PM10.
Os resultados apontam que, para cada aumento de 5 µg/m³ na exposição de longo prazo ao PM2.5, o risco de desenvolver a doença cresce cerca de 10%. No caso do PM10, um incremento de 15 µg/m³ na exposição está associado a uma elevação de 18% no risco.
O material particulado fino tem origem em diversas fontes urbanas e industriais, como emissões de veículos, usinas de energia, processos fabris, queima de madeira e poeira proveniente de construções civis.
Os pesquisadores do IMS Epidemiology, responsáveis pelo levantamento, ressaltam que os dados demonstram uma associação estatística entre a poluição e a enfermidade, mas não estabelecem, por si sós, uma relação direta de causa e efeito.
O Parkinson é uma condição progressiva que atinge aproximadamente 6 milhões de pessoas globalmente. A origem da doença é considerada complexa, envolvendo uma combinação de fatores genéticos e ambientais, sendo este novo estudo um passo para consolidar o entendimento sobre o impacto do meio ambiente na saúde neurológica.