Polarização marca hábitos de saúde da população norte-americana
Polarização de hábitos divide americanos entre bem-estar crescente e deterioração da saúde.
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Um levantamento realizado nos Estados Unidos revela que a população está se dividindo em dois grupos distintos, com comportamentos opostos em relação ao bem-estar, o que explica a percepção contraditória sobre a saúde pública no país.
A análise, que acompanha dados coletados desde 2007, aponta que a média de comportamentos saudáveis manteve-se estável ao longo das últimas duas décadas. No entanto, essa estabilidade mascara uma divergência crescente entre os extremos da população.
O grupo que adota hábitos benéficos, como a prática regular de exercícios, o consumo de frutas e verduras e a manutenção de um sono adequado, cresceu de 33% para 44% da população. Em contrapartida, a parcela que acumula comportamentos nocivos, como o sedentarismo, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e a ingestão frequente de alimentos ultraprocessados, também aumentou, passando de 39% para 44%.
Os dados indicam que os idosos compõem a parcela da população que apresenta a maior incidência de hábitos prejudiciais à saúde. O estudo reforça que, embora o cenário pareça paradoxal, ele reflete o distanciamento de comportamentos entre diferentes perfis demográficos, consolidando uma polarização nos indicadores de saúde dos norte-americanos.