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Padilha defende uso controlado de canetas emagrecedoras no SUS

Governo planeja incluir canetas emagrecedoras no SUS, mas prioriza tratamento de doenças crônicas e descarta uso estético.

The Health Brief 09 Sep 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (8) que o Sistema Único de Saúde (SUS) planeja incorporar as canetas emagrecedoras, conhecidas como agonistas de GLP-1, nos próximos anos. O governo ressalta que o foco será o tratamento de doenças crônicas, descartando o uso dos medicamentos para fins estéticos.

Segundo Padilha, a pasta tratará o fármaco como uma ferramenta clínica essencial, seguindo protocolos rígidos de indicação. A estratégia visa atender grupos prioritários, como pacientes que aguardam cirurgia bariátrica, pessoas com problemas cardiovasculares e mulheres em tratamento contra o câncer de mama.

A incorporação definitiva ainda depende de avaliações técnicas da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). O Ministério da Saúde aguarda uma nova análise do órgão, prevista para este mês de setembro, após a fabricante Novo Nordisk apresentar uma proposta de desconto de 59% sobre o valor anteriormente cotado.

Atualmente, o acesso ao medicamento no SUS ocorre apenas por meio de experiências pontuais em estados como Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal. Um dos principais estudos em análise pelo governo federal é conduzido pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, que acompanha cerca de 250 pacientes com obesidade grave.

O histórico da discussão inclui uma rejeição da Conitec em 2025, que apontou um impacto financeiro estimado em R$ 7 bilhões ao longo de cinco anos. Diante da nova proposta de preços, o governo busca viabilizar a oferta do tratamento de forma controlada, sem estabelecer, até o momento, um prazo concreto para a distribuição em larga escala.

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