O debate sobre o comunismo lisérgico de Marcuse e Fisher
Filósofos da contracultura e da crítica social inspiram debates sobre o futuro político e a busca por novas formas de libertação.
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Em artigo publicado na coluna Virada Psicodélica, o jornalista Marcelo Leite analisa a influência de Herbert Marcuse e Mark Fisher no cenário político brasileiro atual, marcado pela proximidade de um pleito eleitoral decisivo.
O texto questiona a narrativa política que utiliza o medo do comunismo tradicional como estratégia de mobilização. Segundo o autor, o espectro que permeia o debate contemporâneo não é o marxismo clássico, mas sim o conceito de comunismo lisérgico, defendido por Mark Fisher.
A proposta de Fisher busca integrar a crítica estética e existencial, historicamente ligada aos movimentos contraculturais e ao uso de substâncias psicodélicas, com pautas políticas fundamentais como direitos civis, ambientalismo e movimentos de inclusão social.
O autor resgata o pensamento de Herbert Marcuse, especificamente em sua obra Eros e Civilização, para discutir a tensão entre a libertação do indivíduo e as estruturas de controle social que buscam otimizar a produtividade humana.
A análise aponta ainda que, embora o uso de psicodélicos tenha ganhado espaço em pesquisas clínicas de instituições como Johns Hopkins e Imperial College, essa abordagem tem se limitado ao tratamento de transtornos individuais, distanciando-se do projeto político original que visava transformações coletivas.
O artigo, que cita referências como Luís Fernando Tófoli, Bruno Torturra e Alessandra Orofino, convida a uma reflexão sobre como essas ideias podem ser interpretadas para além do pânico moral disseminado no ambiente eleitoral.