Novo medicamento contra câncer de pâncreas é aprovado nos EUA
Fármaco inédito que bloqueia proteínas ligadas ao crescimento tumoral dobra sobrevida de pacientes com doença avançada.
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A agência reguladora de saúde dos Estados Unidos, a FDA, autorizou o uso do Rasonque, fármaco voltado ao tratamento de adenocarcinoma pancreático metastático. A decisão, oficializada em 26 de agosto de 2026, ocorreu seis meses antes do prazo inicialmente previsto.
O medicamento, desenvolvido pela empresa de biotecnologia Revolution Medicines, é um inibidor oral que atua bloqueando a família de proteínas RAS, responsáveis por impulsionar o crescimento descontrolado de tumores quando sofrem mutações. A indicação é destinada a pacientes que já passaram por tratamentos anteriores ou que possuem contraindicações para a quimioterapia combinada.
Dados de estudos clínicos de fase 3 indicaram que o Rasonque dobrou a sobrevida mediana dos pacientes, alcançando 13,2 meses, enquanto o grupo submetido à quimioterapia convencional registrou 6,7 meses. Além disso, cerca de 31% dos participantes do estudo apresentaram redução mensurável do tumor.
O oncologista Stephen Stefani, da Americas Health Foundation, destacou o perfil de baixa toxicidade e o impacto inédito na sobrevida dos pacientes. Anna Berkenblit, diretora científica e médica da Pancreatic Cancer Action Network, reforçou que o benefício observado é um marco para a oncologia.
Kyle Diamantas, representante da FDA, afirmou que a autorização oferece uma nova alternativa terapêutica para uma doença historicamente difícil de tratar. Desde maio de 2026, mais de 2.000 pacientes norte-americanos já haviam tido acesso ao medicamento por meio de um programa de uso ampliado.
No Brasil, o cenário do câncer de pâncreas permanece como um dos maiores desafios da medicina, com estimativa de 13.240 novos casos anuais entre 2026 e 2028. A introdução do Rasonque no mercado brasileiro, contudo, ainda depende de avaliação e registro por parte da Anvisa.