Mulher trans é a primeira brasileira a testar injeção anti-HIV
Nova terapia injetável de ultralonga duração contra HIV inicia testes no Brasil com primeira participante.
Foto: Reprodução
O estudo clínico global avalia a eficácia de um tratamento de ultralonga duração com aplicação a cada quatro meses, marcando uma mudança significativa na rotina de pacientes que vivem com o vírus.
Pisci Bruja, antropóloga e doutoranda em saúde pública na USP, tornou-se a primeira pessoa no país a receber a dosagem experimental. A participante, que vivia sob o regime de comprimidos diários há 13 anos, interrompeu a medicação oral em 21 de setembro de 2026, iniciando o novo protocolo no dia seguinte.
A pesquisa, conduzida pela farmacêutica GSK, testa a combinação dos antirretrovirais cabotegravir e rilpivirina. O objetivo central é verificar se o intervalo de quatro meses mantém a segurança e a eficácia terapêutica, comparando os resultados com o esquema de aplicação bimestral, que já possui aprovação em países como Estados Unidos, Canadá e Austrália, mas ainda não está disponível no Brasil.
Para a ativista, a transição representa um alívio na rotina de cuidados com a saúde.
Por se tratar de um estudo clínico em fase de testes, a nova modalidade de aplicação ainda não está acessível ao público geral. A equipe responsável pelo projeto continuará monitorando a participante para coletar dados sobre o desempenho da medicação a longo prazo.
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