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Mudança de nome da SOP reflete impacto sistêmico da condição

Entenda a nova nomenclatura e os riscos sistêmicos da condição que afeta milhões de mulheres.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A Síndrome dos Ovários Policísticos, agora renomeada oficialmente como Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), teve sua nomenclatura atualizada em 2026 para refletir a natureza sistêmica da doença, que vai muito além da presença de folículos nos ovários.

A alteração, consolidada por um consenso internacional que reuniu 56 organizações de saúde, incluindo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), visa corrigir uma visão limitada que frequentemente atrasava o diagnóstico e o tratamento preventivo de riscos cardiometabólicos.

A endocrinologista Poli Mara Spritzer, representante da SBEM no consenso, destaca que a denominação anterior era inacurada, uma vez que o que se observa em exames de imagem são folículos em desenvolvimento incompleto, e não cistos verdadeiros. A condição afeta entre 5% e 13% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo.

A SOMP é caracterizada por alterações hormonais e metabólicas, como resistência à insulina, obesidade e diabetes tipo 2. Estudos recentes indicam que pacientes com a síndrome apresentam um risco até 4,4 vezes maior de sofrer eventos cardiovasculares graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Ciclos menstruais irregulares, que incluem intervalos muito curtos, demora para ocorrer ou sangramentos intensos, são sinais de alerta importantes. Embora tais sintomas também possam estar relacionados a quadros como endometriose e miomas, eles exigem investigação médica especializada.

A ginecologista Luciana de Paiva Nery, consultora médica do Sabin Diagnóstico e Saúde, enfatiza que a avaliação cardiometabólica precoce é fundamental. Segundo a especialista, o acompanhamento clínico deve ser visto como uma janela de oportunidade para a prevenção de complicações a longo prazo, evitando que a paciente aguarde a menopausa para iniciar cuidados essenciais com a saúde cardiovascular.

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