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Mosquito transmissor de doenças é detectado em Londres

Primeira reprodução do mosquito transmissor de dengue e Zika no Reino Unido gera alerta, mas risco à saúde pública é considerado baixo.

The Health Brief 05 Sep 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Autoridades de saúde do Reino Unido confirmaram a presença de focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti em propriedades residenciais no leste de Londres. Esta é a primeira vez que a reprodução da espécie, conhecida por transmitir vírus como dengue, Zika e chikungunya, é documentada em território britânico.

A UK Health Security Agency (UKHSA) informou que o anúncio oficial foi feito em 3 de setembro de 2026. Embora esta seja a quarta detecção da espécie no país nos últimos anos, as ocorrências anteriores não envolveram a formação de colônias ou reprodução local. Acredita-se que os insetos tenham chegado ao Reino Unido de forma acidental, transportados em bagagens, veículos ou plantas importadas.

O Dr. Jolyon Medlock, chefe de entomologia médica da UKHSA, afirmou que o risco à saúde pública é considerado muito baixo. Até o momento, não há evidências de infecções humanas causadas por esses mosquitos, nem registros de larvas ou adultos em áreas públicas próximas aos locais onde foram encontrados.

Especialistas como o Dr. César López-Camacho, da Universidade de Oxford, classificaram o evento como uma descoberta importante, mas ressaltaram que não há motivo para alarme. Por outro lado, o professor Martin Hibberd, da London School of Hygiene & Tropical Medicine, pontuou que o episódio é um sinal de alerta, visto que o aumento das temperaturas globais pode elevar o risco de sobrevivência dessas espécies no clima britânico, que historicamente é considerado frio demais para o estabelecimento do Aedes aegypti.

Como medida de contenção, as autoridades já realizaram a destruição dos focos identificados. A vigilância na região foi intensificada para garantir a erradicação de qualquer foco remanescente e monitorar a possível presença de novos vetores.

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