Respiração lenta com expiração longa pode induzir maior risco
Expirações controladas modificam atividade cerebral e aumentam propensão a decisões arriscadas, aponta estudo.
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Um estudo científico recente revelou que o controle consciente da respiração, com foco em expirações prolongadas, altera a atividade cardíaca e aumenta a sensibilidade do cérebro a recompensas, tornando indivíduos mais propensos a assumir riscos.
A pesquisa, publicada em 4 de setembro de 2026, foi liderada pelo professor Soyoung Q. Park, do Instituto Alemão de Nutrição Humana, em colaboração com instituições como o Charité – Universitätsmedizin Berlin. O trabalho buscou compreender como a regulação física pode influenciar processos cognitivos de tomada de decisão, uma área anteriormente pouco explorada na neurociência.
Para chegar a esses resultados, foram monitorados 41 participantes saudáveis. Durante o experimento, os voluntários seguiram instruções visuais para alternar entre o ritmo respiratório normal e um padrão de respiração lenta, mantendo uma proporção de 2 para 8 entre a inspiração e a expiração.
A equipe utilizou exames de ressonância magnética funcional para observar a atividade cerebral, além de coletar dados sobre padrões respiratórios, batimentos cardíacos e condutância da pele. Os dados indicaram que a mudança fisiológica induzida pelo padrão respiratório altera diretamente a forma como o cérebro avalia escolhas.
Segundo o professor Soyoung Q. Park, o julgamento humano emerge da interação entre processos cognitivos e o estado corporal atual. O objetivo da equipe foi demonstrar que, ao alterar o estado físico por meio da respiração direcionada, é possível modificar a qualidade e a natureza das decisões tomadas.