Médicos admitem dificuldade em abordar sexualidade com idosos
Profissionais de saúde admitem dificuldade em abordar a sexualidade de idosos, um tabu que impacta a qualidade de vida e o bem-estar na longevidade.
Foto: Reprodução
Durante o congresso GeriatRio 2026, especialistas apontaram que o silêncio sobre a vida sexual de pacientes na terceira idade ainda é uma barreira significativa dentro dos consultórios médicos.
O painel que debateu as mudanças fisiológicas e os desafios para a atividade sexual após os 60 anos foi um dos mais procurados do evento, realizado entre os dias 1º e 3 de outubro no Rio de Janeiro. A alta demanda demonstrou o interesse crescente em discutir um tema que, embora fundamental para a saúde e o bem-estar, frequentemente é negligenciado nas consultas.
Gustavo de Jesus Monteiro, geriatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia no Rio de Janeiro (SBGG-RJ), conduziu a discussão e foi enfático ao analisar o comportamento da classe médica. Segundo o especialista, a responsabilidade por quebrar esse tabu recai sobre os profissionais, afirmando que o silêncio sobre o assunto começa nos próprios médicos.
A discussão integra um movimento mais amplo de combate ao etarismo e de desconstrução de preconceitos sobre o envelhecimento. A abordagem do tema busca integrar a sexualidade como parte da qualidade de vida na longevidade, incentivando que os profissionais de saúde estejam preparados para acolher e orientar seus pacientes sem julgamentos ou inibições.
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