Médica relata luto e a complexidade da perda de sua filha
Médica relata que o nascimento, e não a morte da filha, foi o momento mais difícil, desafiando a visão idealizada da maternidade.
Foto: Reprodução
Em artigo publicado na coluna Morte Sem Tabu, da Folha de S.Paulo, uma médica paliativista compartilha sua experiência pessoal com a morte de sua filha, Stela, que faleceu após 22 dias de vida.
A autora questiona a construção social que romantiza a gestação, tratando-a como um processo invariavelmente seguro. Segundo a médica, existe uma tendência em acreditar que complicações graves no parto são restritas a condições específicas, como diabetes, cardiopatias ou gestações precoces, ignorando riscos inerentes a qualquer gravidez.
Ao relatar sua vivência, a profissional afirma que o nascimento de sua filha representou o momento mais difícil de sua vida, superando o impacto do óbito posterior. O texto busca provocar uma reflexão sobre a forma como a sociedade lida com o luto e a finitude, desafiando a ideia de que a maternidade é um evento livre de desfechos trágicos.
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